terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A pele que há em mim



E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
E o sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Mais um belo dia, não vês?
Uma vez mais não vês.
Não te chega não ver,
ainda queres esconder-nos o que nunca é de mais para quem de trás não traz paz decente - 
e estamos todos inocentes.
Mais um belo dia,
alguém vai ter de pagar, não crês?
Vê se vês outra solução, eu, por mim, sabes que viso sempre a amizade e a compreensão.
Eu não estou cá por querer.
Por mim, nem sequer estava aqui.
Mas esta é a minha função: Não deixar que te esqueças de ti.
Crês ao querer crer ser o que não é?
Querer crer não é crer, não vês, crer é fugir. É fingir.
Luta, tens de lutar ou é o medo de morrer que te vai matar.
Nunca pudeste? Nunca nasceste. Como fizeste para crescer?
Já houve um dia em que tudo dava certo, se fazia sol ou se chovia era-me igual.
Mas o dia passou e explicou-me o amor, a amizade... na realidade, o Verão acabou e o que sobrou fui eu.
Eu não pedi para nascer. Mas, já que cheguei até aqui, tenho um longo caminho a correr, tenho tanto para ver..


Mais um belo dia..
Nuno Prata